A Primeira do Grupo

Publicado em 17/08/2017

Loja Minuto Pão de Açúcar de Campinas foi a primeira do Grupo a receber um sistema fotovoltaico. O projeto é de solarizar muitas mais.

A Minuto Pão de Açúcar de Campinas, em São Paulo, recebeu o Selo Solar por possuir um sistema fotovoltaico. A loja paulista foi a primeira a produzir sua própria energia de forma sustentável no Grupo Pão de Açúcar (GPA), que está instalando painéis em outras unidades. “O Selo Solar é uma marca de reconhecimento. Isso dá uma visibilidade para a loja e para nós, que podemos ter a confiança dos futuros clientes”, afirmou Pierre-Yves Mourgue, diretor-proprietário da Green Yellow, empresa do Grupo Cassino na área de energia, sendo o Cassino controlador do GPAminuto pão de açucar site.

Segundo Pierre-Yves Mourgue, o trabalho na unidade de Campinas foi uma espécie de projeto piloto para a empresa, que tem sede na França, para se adaptar e se equalizar em relação à realidade brasileira. “O ‘diabo’ está nos detalhes, como se costuma dizer. Um sistema mal instalado e mal gerido pode gerar grandes perdas. Ali foi um aprendizado de pequenos detalhes”, avaliou.

A Green Yellow atua em eficiência energética e energia solar. Em relação ao primeiro item, antede três áreas: iluminação, frio-alimentar e ar-condicionado. De acordo com Pierre-Yves, são 400 lojas no Brasil (e mais de 900 no mundo) que contam com este trabalho e reduzem a conta de luz em torno de 25%. “Todo mês, é como se fossem tirados da matriz energética cinco supermercados”.

Em relação à energia solar, o primeiro trabalho foi no Minuto Pão de Açúcar localizado em Campinas, com uma potência instalada de 7,95 kWp. Outros dois projetos foram feitos em seguida, ambos no Assaí Atacadista, que também fazem parte do Grupo Pão de Açúcar. O empreendimento em Várzea Grande, no Mato Grosso, possui 302 kWp, e o de Goiânia, em Goiás, 921 kWp.

A previsão é para que, ainda neste ano, outros projetos sejam feitos, totalizando 7 MWp de capacidade instalada. Em todo o mundo, o grupo possui cerca de 160 MWp de capacidade instalada em países como França, Senegal, Madagascar, além do Brasil.

 

 

Uma Escola Solar

Publicado em 19/07/2017

Colégio recebeu sistema fotovoltaico (FV) de uma doação, e estudantes podem ver na prática a teoria sobre as questões ambientais.

Quando os alunos da Escola José Luchese, de Lagoa Bonita do Sul − uma cidade de 2,8 mil habitantes localizada no centro do Rio Grande do Sul −, estudam energias renováveis, eles podem ver a teoria na prática. Há um ano, o colégio possui um sistema fotovoltaico (FV) instalado no telhado, iniciativa que, neste mês, recebeu o Selo Solar. “Nós educamos e mostramos o conteúdo na prática. Os estudantes estão tendo uma nova visão sobre as energias renováveis e sobre a questão do meio ambiente”, avaliou a diretora Maria Mafalda Pippi.

A instalação é fruto do programa “Escola Melhor: Sociedade Melhor”, da Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul. Por meio do projEscolaLucheseeto, tanto empresas como pessoas físicas podem fazer doações para escolas da rede estadual. Foi o caso da Japan Tobacco International (JTI), com sede na suíça, mas que está presente em 12 estados brasileiros. Ela doou o sistema fotovoltaico de 7,2 kWp e custo de R$ 48,6 mil para a Escola José Luchese.

Em troca, a escola precisa destinar um professor para as oficinas do Programa Alcançando a Redução de Trabalho Infantil pelo Suporte à Educação (Arise), desenvolvido pela JTI em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com a Organização Não Governamental Winrock International. O projeto, que está também em Malawi e Zâmbia, tem o objetivo de eliminar o trabalho infantil no cultivo do tabaco.

Na Escola José Luchese, a oficina acontece uma vez por semana no contraturno escolar. Os estudantes têm aula de música e coral. Dessa forma, a ideia é que os jovens não tenham a oportunidade de trabalhem com o tabaco.  “A economia da região é de cultivo de tabaco, e Lagoa Bonita do Sul é um dos municípios que mais tem trabalho infantil”, explica a diretora.

Segundo a diretora, a escola virou um exemplo para alunos e cidadãos do município e da região. É comum que o colégio seja visitado. “Foi um dos primeiros sistemas instalados na cidade e na região. É um exemplo para outras escolas. Além disso, muitas residências instalaram o sistema depois”, contou a diretora.

A José Luchese foi a primeira escola estadual do Rio Grande do Sul e a ter um sistema fotovoltaico e agora é a primeira do Brasil a receber o Selo Solar, uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

 

 

Saúde, artes marciais e soluções sustentáveis com a força do sol

Publicado em 22/05/2017

Proprietário da Rede Mestre Artes Marciais e Fitness, Fábio Alex Rossato, costuma mostrar para os alunos os benefícios ambientais do sistema fotovoltaico, que recebeu recentemente o Selo Solar.

O professor e mestre em taekwondo, Fábio Alex Rossato, costuma mostrar aos seus alunos os resultados do sistema fotovoltaico instalado no telhado da academia Rede Mestre Artes Marciais e Fitness, localizada em Frederico Westphalen, no Rio Grande do Sul. Em quase dois anos, estima-se que 22 toneladas de dióxido de carbono deixaram de ser emitidas − o equivalente ao plantio de 600 árvores. E, desde o mês pahistoria solarssado, Rossato tem outra novidade para apresentar aos alunos: o Selo Solar.

Além de proprietário da academia, Rossato é professor de educação física e participa de competições de taekwondo. Inclusive, já defendeu a seleção brasileira que disputou o Panamericano de Taekwondo em 2006, realizado em Curitiba. Nas viagens pelo mundo, costumava observar os sistemas fotovoltaicos. “No Chile, por exemplo, fui a uma região remota, sem acesso à rede de energia, onde tinham bastantes placas solares. Nos Estados Unidos também via diversas placas nos telhados das residências”, contou.

Quando foi publicada a Resolução Normativa da ANEEL nº 482/2012, que regulamentou a produção de energia elétrica pelos consumidores a partir de fontes renováveis, Rossato já tinha a ideia na cabeça. Pensava nos benefícios tanto do ponto de vista da sustentabilidade ambiental quanto econômica.

A partir de então passou a buscar mais informações. Conversou com proprietários de residências e empresários que haviam instalado sistemas e chegou à conclusão de que funcionavam. A instalação, de fato, de seu sistema fotovoltaico ocorreu em 20 de maio de 2015. Foram colocadas 72 placas, com uma capacidade de 19,5 kWp. “Eles trouxeram as placas meio-dia de um dia e no outro meio-dia já estava funcionando”, lembrou. O investimento foi de R$ 108 mil, com expectativa de que se pague em cinco anos.

Como o sistema é grande, a academia gera mais energia que consome. Dessa forma, graças à operação chamada de autoconsumo remoto, também é abatida a conta de luz da casa dele e do pai. Ao todo, as três unidades gastam cerca de R$ 400 por mês – antes, o valor era de R$ 2.300. Dentro dos custos atuais, segundo Rosato, está a cobrança de impostos, taxa mínima e iluminação pública.

Um fator que o incomodou na época da instalação foram os seis meses que a distribuidora demorou em instalar o medidor responsável por verificar a diferença entre a energia injetada na rede e a consumida de lá. Ou seja, neste período, o proprietário não acumulou os créditos de energia produzida.

Para Fábio Rossato, o Selo Solar servirá para mostrar a importância da produção de energia solar e a busca por soluções ambientalmente sustentáveis para a academia. Além do sistema FV, o espaço conta com reaproveitamento de água da chuva e com os pisos de borracha recicláveis.

 

Uma associação de municípios solarizada

Publicado em 25/04/2017

Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP) possui um sistema fotovoltaico instalado em sua sede e busca inspirar iniciativas do uso de energias renováveis na região.

A Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (AMOP) reduziu de 70% a 75% a conta de luz da sua sede, em Cascavel, a partir da conexão à rede elétrica de um sistema solar fotovoltaico. Mas mais que a economia, a entidade buschistoriasolara ser um exemplo e inspirar outras iniciativas de uso de energia renovável. Desde que os painéis foram instalados, em dezembro de 2014, representantes de municípios, instituições, organismos governamentais e da sociedade civil como um todo, passaram a visitar o local para conhecer o sistema.

Em agosto de 2015, a AMOP se tornou a primeira associação a receber o Selo Solar, uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW. A sede da entidade possui um sistema fotovoltaico de 13 kWp, composta por 52 módulos, ocupando uma área de 84 m².

O processo de instalação ocorreu em cinco meses, com a elaboração de projeto, homologação de licitação e a instalação do sistema. A ideia surgiu após uma visita de representantes da AMOP à Europa, onde conheceram iniciativas de energias renováveis em países como Alemanha, Holanda e Bélgica.

O sistema custou R$ 98.800 e a expectativa é de que o investimento seja amortizado em oito anos. Antes da instalação, o gasto mensal com a conta de luz girava em torno de R$ 1.400, com um consumo de 2.200 kWh mês. O consumo se manteve, mas a conta diminuiu para R$ 250.

A AMOP possui 52 municípios associados e pretende investir em outras iniciativas sustentáveis. A partir do reconhecimento estabelecido com o Selo Solar, o objetivo é tornar a sede totalmente sustentável, utilizando, por exemplo, coleta da água da chuva, sensor de presença no sistema de iluminação e substituição de lâmpadas fluorescentes por lâmpadas de LED.

 

 

Casas para difundir a sustentabilidade

Publicado em: 14/03/2017

Conheça a história de duas residências solares no interior do Paraná cujos proprietários buscam difundir a consciência ecológica, além de terem diminuído a conta de luz.

Duas residencias no Paraná que obtiveram o Selo Solar neste mês, mostram como as residências podem ser usadas para difundir a importância da energia solar e as ideias sobre sustentabilidade. Os proprietários, além de diminuírem suas contas de luz, esperam levar estudantes das cidades de São Miguel do Iguaçu e Medianeira para conhecerem suas ‘usinas solares’.março_historiasolar

O administrador Bernardino Crestani costumava ter curiosidade sobre as tecnologias solares. Após fazer um curso técnico em São Paulo, resolveu instalar um sistema fotovoltaico em sua casa, localizada em São Miguel do Iguaçu, para aliar economia na conta de luz e a promoção da sustentabilidade. “No começo eu era cético, mas depois percebi que poderia dar certo e conseguiria contribuir com a geração de energia limpa”, afirmou.

A conta de luz da sua casa ficava em torno de R$ 400, R$ 450 por mês. Após a instalação do sistema, cujo investimento foi de R$ 32 mil, aproximadamente, Bernardino reduziu em mais de 300 reais sua conta de luz. Isso porque a fatura ainda inclui taxa referente ao custo de disponibilidade, iluminação pública e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O Paraná é um dos cinco estados brasileiros que ainda persistem na cobrança do imposto sobre a autoprodução de energia renovável.

Bernardino quer difundir as ideias sobre a energia mais limpa usando o Selo Solar, que ele fixará em uma placa na frente de sua residência. Além disso, pretende fazer uma parceria com escolas e receber estudantes em sua casa para conhecerem o sistema fotovoltaico. “A gente percebe que a maioria das pessoas não sabe o que é energia solar. Muitos não sabem a diferença entre aquecimento de água e geração de energia solar. Penso que, começando pelas crianças, elas poderão levar a informação para os pais e ajudar a criar uma consciência ecológica”, disse.

Ideia semelhante tem o casal Marli Albertina Rosso e Euclides Walker, cuja casa em Medianeira também recebeu o Selo Solar nesta semana. Uma das metas do casal é levar estudantes para conhecerem o sistema. “O objetivo é difundir a ideia. Se falar de energia solar, poucos vão saber o que é. A ideia é despertar a consciência ecológica, mostrar que é possível”, disse o empresário Euclides Walker.

O empresário ainda espera trabalhar com energia fotovoltaica no futuro. Mas, enquanto isso não ocorre, optou por fazer um projeto na sua própria residência. O investimento foi de R$ 30 mil, fazendo com que a conta diminuísse entre 500 e 600 reais por mês, pagando agora cerca de R$ 100. Como no caso de Bernardino, parte deste valor vai para pagar o custo de disponibilidade, iluminação pública e ICMS.

O Selo Solar é uma iniciativa do Instituto IDEAL  com apoio do WWF-Brasil  e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

 

Um cinema movido à energia solar

Publicado em 16/02/2017

Conheça a história do Cinesolar, um projeto de cinema itinerante que usa duas vans equipadas com painéis solares no teto como fonte de energia para exibir filmes ao redor do Brasil.

Duas vans atravessam o Brasil e, nas mais de 200 cidades onde pararam, uma equipe exibe filmes nacionais e documentários sobre sustentabilidade. Oficinas de arte são outra iniciativa. Com início em 2013, o Cinesolar já chegou a 67 mil pessoas, sempre de forma gratuita. E a energia para a exibição dos filmes vem do sol, ‘captado’ por placas fotovoltaicas instaladas no teto dos veículos. As duas vans do Cinesolar, um projeto da Brazucah Produções, possuem o Selo solar.

De acordo com Cynthia Alario, idealizadora e coordenadora do projeto, o Selo Solar foi importante para dar visibilidade à iniciativa. “Foi fundamental para nos chancelar, para mostrar que usamos energia solar fotovoltaica. O Selo legitima nosso trabalho, tanto para as comunidades onde exibiCinesolarmos os filmes, como para as empresas que nos patrocinam”, avaliou.

O Selo Solar  tem justamente este objetivo: dar forma a algo que não se vê: a transformação da energia solar em energia elétrica. As duas vans do Cinesolar receberam o Selo – uma em abril de 2015 e a outra em setembro de 2016 – por serem iniciativas socioambientais, uma categoria destinada a projetos que tenham cunho social e que contribuem para a conservação ambiental. O Selo é uma iniciativa do Instituto IDEAL  com apoio do  e Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW.

As vans são equipadas com módulos solares na cobertura do veículo e com um inversor. A energia solar então transformada em energia elétrica, é armazenada em baterias, resultando em uma autonomia de cinco dias de atividades. “Brincamos que é um veículo que nunca procura sombra. Carrega na viagem, na garagem, no estacionamento”, contou Cynthia.

As vans chegam a uma cidade – muitas delas não têm cinema ou mesmo luz elétrica, algumas são comunidades e aldeias indígenas – e despertam curiosidade. Os próprios veículos se tornam ferramentas pedagógicas, com infográficos e monitores. A partir disso, são transmitidas informações sobre os princípios da energia solar e mostrados produtos de sustentabilidade e tecnologias renováveis, com aplicações práticas no dia-a-dia.  “O público quer ver como funciona a van. Dá a volta no carro, questiona”, disse Cynthia.

A van é equipada com 100 assentos para o público, telão de 200 polegadas, sistema de projeção e som e até um estúdio de gravação. São exibidos documentários sobre sustentabilidade e um filme nacional. Além disso, são realizadas oficinas culturais. Uma delas é a ‘Oficinema Solar’. Geralmente feita com estudantes, parte-se dos problemas socioambientais da região e se buscam soluções para os problemas apresentados. A parceria com o Instituto IDEAL já tem anos. Além de possuírem o Selo Solar, as cartilhas “Eletricidade Solar”, realizadas pelo Instituto, são distribuídas nas sessões e representam um importante material de apoio.

 

O funcionário público que acreditou no Sol

Publicado em 16/01/2017

Conheça a história de Ricardo Marcelino Santana, um funcionário público interessado em energias renováveis, que instalou um sistema FV em sua casa e encampou a luta pela isenção do ICMS para geração distribuída em seu estado.

Ricardo Marcelino Santana, 39 anos, costumava acompanhar com interesse as notícias do setor de energias renováveis. E, após a publicação, em 2012, da Resolução Normativa 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) – que regulamentou a micro e a mini geração de energia -, o funcionário público decidiu instalar um sistema fotovoltaico na sua casa em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Com o equipamento, passou a economizar ao redor de R$ 200 por mês e espera recuperar o valor investido em cerca de oito anos.

O funcionário público diz ser um entusiasta das energias renováveis. “Eu acompanhava as notícias, os projetos pilotos desenvolvidos por universidades, como os da UFSC. E aguardava o momento de produzir minha própria energia. Com a publicação da resolução da ANEEL, procurei uma empresa na minha cidade e adquiri um sistema fotovoltaico. É um conforto saber que minha energia vem de uma matriz limpa”, falou.

Mas alguns entraves o incomodaram neste processo. O primeiro foi o custo inicial do sistema. Em 2013, Ricardo desembolsou RS 17 mil. “Em termos de investimento, a perspectiva é de recuperar o valor gasto no sistema em até oito anos com a economia gerada. Como a vida útil do equipamento é de aproximadamente 25 anos, a partir do nono ano terei energia em casa praticamente de graça”, avaliou.

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Além disso o funcionário público se sentiu injustiçado com a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que ficava entre R$ 30 e RS 50 por mês. Como ele produzia a própria energia, não fazia sentido pagar o tributo. Junto com outros consumidores e com a empresa que instalou o sistema, entrou com uma ação judicial e conseguiu a suspensão da cobrança em caráter liminar. Esse é um tema que tem gerado debate em todo o Brasil, mas que tem avançado. Atualmente, apenas cinco estados ainda cobram ICMS para quem gera a própria energia. O último a anunciar que deixaria de fazer a cobrança, em dezembro passado, foi justamente o Mato Grosso do Sul.

Ricardo instalou o sistema fotovoltaico no início de 2013 e obteve o Selo Solar, uma iniciativa do Instituto IDEAL com apoio do WWF-Brasil e da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ e KfW, em novembro do mesmo ano. Tudo isso gerou curiosidade nos vizinhos. “A maioria não sabia sequer a diferença entre uma placa fotovoltaica e uma placa de aquecimento de água por irradiação solar. Todos com quem comento sobre o sistema acham muito legal e são simpáticos à ideia, mas acham onerosa a despesa inicial com a aquisição e instalação.”

Os interessados em seguir o exemplo Ricardo Marcelino Santana têm uma série de ferramentas para adquirir conhecimento e até simular o investimento e a economia a partir da geração da própria energia. Acesse http://americadosol.org/conhecimento-em-energia-fotovoltaica.

 

O Contador de Videira

Publicado em 24/02/2016

Conheça a história do morador de Videira, interior de Santa Catarina, que instalou um sistema FV no telhado de sua casa, quase zerou a conta de luz e não se preocupa mais com os aumentos da tarifa de energia.

Marcelo Colle - Selo Solar

Crédito: Marcelo Colle

Os aumentos na conta de luz que têm assustado muitos brasileiros não são motivos de preocupação para o contador Marcelo Colle, de 43 anos. Desde novembro de 2013, ele produz sua própria eletricidade, vinda de um sistema fotovoltaico (FV) instalado no telhado de sua casa, em Videira (SC). Com uma geração mensal média de 200 kWh, ele tem economizado cerca de R$ 140 por mês, alcançando uma economia anual de  R$1.680.

Na época, a decisão pelo investimento, da ordem de R$ 18.000, foi motivada por questões ambientais. “Mas hoje eu incluiria o fator de retorno do investimento financeiro. A possibilidade de conectar o microgerador à rede de distribuição de energia foi fundamental para melhorar a viabilidade econômica do investimento”, ressalta. A rede funciona como uma “bateria” para armazenar a energia que não é consumida no momento em que é gerada.

Devido ao Sistema de Compensação de Energia, criado pela Resolução Normativa 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a energia excedente produzida pelo microgerador do Marcelo é injetada na rede elétrica e ele recebe uma compensação, em kWh, de sua distribuidora por essa energia. Ou seja, a cada mês, ele paga somente o valor da diferença entre a energia consumida da rede pública e o que foi gerado e injetado na rede. Como seu microgerador gera praticamente toda a energia que ele necessita, no caso do Marcelo, o valor pago é apenas o custo de disponibilidade.

Exemplo para os vizinhos

Marcelo não esconde a satisfação com a decisão de ter instalado um microgerador solar. “Tenho certeza de que foi um bom investimento, pois sei que estou economizando e fazendo minha parte em relação à energia limpa e sustentável do nosso país”, afirma.

Sua instalação inclusive serviu de exemplo para amigos e vizinhos. “Muitos amigos gostaram, alguns já aderiram e estão gerando a própria energia. Eu continuo recomendando”, diz. Segundo Marcelo, pioneiro na instalação de um sistema no município, a cada nova instalação, mais pessoas ficam interessadas na tecnologia.

Como ele, hoje já são mais de 1600 consumidores brasileiros que produzem sua própria energia a partir da geração fotovoltaica.

Se você também quer fazer como eles, comece pelo nosso Simulador Solar, e calcule o tamanho de um sistema FV indicado para sua demanda energética.